Atire a primeira pedra quem nunca “se achou” nessa letra.
Welcome to the Machine
(Pink Floyd)
Welcome my son, welcome to the machine.
Where have you been?
It’s alright we know where you’ve been.
You’ve been in the pipeline, filling in time,
Provided with toys and “Scouting for Boys”.
You bought a guitar to punish your ma,
And you didn’t like school, and you
know you’re nobody’s fool,
So welcome to the machine.
Welcome my son, welcome to the machine.
What did you dream?
It’s alright we told you what to dream.
You dreamed of a big star,
He played a mean guitar,
He always ate in the Steak Bar.
He loved to drive in his Jaguar.
So welcome to the Machine.
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May 20, 2007 at 2:19 pm
De fato, custamos muito a perceber que fazemos parte das engrenagens de uma grande máquina.
O lance, ao meu ver, é tentar ir além do nosso estado de puramente condicionados para uma orbe criativa. Ou seja, produzindo, ultrapassamos a coisa da simples Criatura para sermos também Criadores!
Nesse sentido, quando compunha para “A” banda, me sentia movimentando a máquina e não apenas como um parafuso ou porca dentro dela. Eu me sabia programado, porém, capaz de re-programar.
Mas, certamente, a liberdade é sempre relativa.
A questão é saber fazer o melhor com essa relatividade.
May 20, 2007 at 4:10 pm
A questão é: ATÉ ONDE nossa liberdade é relativa? Se bem que, do meu ponto de vista, essa letra foca mais na idéia de que vivemos em uma sociedade aonde o “sistema” não permite que as pessoas concretizem seu sonhos, pois o sistema foi “programado” para que sejamos parte da máquina – em outras palavras: ai de quem resolva ser músico, poeta ou coisa do gênero, pois o seu lugar enquanto engrenagem da máquina está guardado, e vc precisará dele para satisfazer a sua necessidade de subsistência.
May 20, 2007 at 5:17 pm
Eu tb entendi o foco da letra assim. Como ela fica centralizada mais no ponto amargo da questão, preferi pensar a respeito de outras vias.
Somos livres o suficiente para estendermos os nossos “limites”, muitas das vezes auto-impostos.
Nesse momento, lembro da letra de “Breaking All the Rules” (Peter Framptom): “(…) never choosing to be fools (…)” !
May 23, 2007 at 10:21 am
“Somos livres o suficiente para estendermos os nossos “limites” (…)”
Levi, tu leu “O Mundo de Sofia”? Esse comentário que vc fez lembra bastante o final do livro.
May 24, 2007 at 1:01 am
Sabe que tenho a maior vontade de ler esse livro, mas ainda não tive oportunidade…
Boa pedida para as férias que se aproximam!
May 24, 2007 at 2:43 pm
Putz!!
Eu acho essa música do caralho!!
Me surpreendi em ver vc começar c/ Pink Floyd.
Na minha cabeça, vc começaria c/ um rock progressivo da Eslovênia.
Curioso, q eu fiz o Imeem e coloco músicas de lá no blog (não todas ao mesmo tempo), mas até agora, não consegui colocar coisas q sou viciada, tipo S.O.A.D, sabe?!
Tô muito Chico Buarque… sei lá, acho q é fase.
May 25, 2007 at 9:30 am
Pô, eu não COMECEI com o Pink Floyd, esse foi o terceiro post…o primeiro foi o do Rush e o segundo foi o do David Bowie (mas eu vou dar um desconto pq vc tá grávida, ok?)…ah, e aperta a tecla SAP aí para a gente – Imeem e SOAD para mim não quer dizer nada…
Há + ou – um mês atrás eu tb estava numa fase Chico Buarque…mas aí eu tomei um Peptozil e passou, huahuaha…
Tatan, O Mundo de Sofia é um livro um bocado perturbador, vale a pena ler…e eu aqui pagando mico e já falando do final…mas não vai estragar nada não, pode ler sem sustos. Se ele fosse uma música ia virar post aqui no Buteco, rs…
May 25, 2007 at 10:04 am
Às vezes eu tenho umas tiradas q até eu mesmo me orgulho, rsrsrs…fala a verdade, essa do Peptozil foi muito bem sacada, não foi? Huahuhuahua…
Esses dias rolou uma similar lá em casa, qdo eu comecei a achar uns parafusos em alguns cantos (ainda me recuperando da mudança), daí eu cismei que tinha um robô leproso escondido em algum lugar, huahuahau…
May 25, 2007 at 11:30 am
Uma imagem vale mais que mil palavras, ainda mais quando se fala de liberdade:
http://www.abstrata.net/vendas/16.jpg
trabalho do meu amigo Gustavo.
Eu confesso que não compreendo essa coisa de livre-arbítrio. Claro que há a dimensão “programada” do “sistema”, mas pensem por exemplo no Yamandu Costa (de quem não gosto, diga-se). Será que a Globo estava esperando aparecer um violonista para tocar o hino antes dos jogos da Copa? Será que faltava um cara pra tocar com metade da MPB? Na verdade não. O Brasil já tem um monte de violonistas, alguns muito bons, e ninguém ocupava esses espaços, sabem porque? porque eles não existiam! A partir da personalidade do cara que os outros pensaram em criar determinados trabalhos (leia-se espaços). Antes dele teve também o Raphael Rabello, na minha opinião bem melhor. Cada época tem o prodígio que merece. Mas isso é assunto para outra discussão…hehe
Resumindo: ele deu a cara pra bater. Como tem algum talento, uns 10 anos depois deu frutos. Estou numa fase de achar que nós do “lumpem” choramingamos demais. rsrsrs
Abração a todos.
May 25, 2007 at 3:31 pm
Cara, essa imagem é mesmo perturbadora. Qual foi o Gustavo que fez, foi o guitarrista? Genial, o único problema é q eu acho q eu vou ter pesadelos com ela, rsrs
Vc precisa ver um filme chamado “Jesus of Montreal” (é do mesmo diretor de O Declínio do Império Americano e de As Invasões Bárbaras. Como é dito no filme, “sempre existe mais espaço na mídia do que gente com coisas interessantes para dizer”. O violonista que vc citou se utilizou do mesmo princípio.
May 26, 2007 at 11:28 am
Aproveitando a digressão, esse tal Yamandu é um cara que faz questão de ser convencido…
O cara me chega num programa onde iria fazer uma jam e fala (tirando onda): “ensaiar pra quê? Quem ensaia não sabe o que quer…”!
Vai ser egocêntrico assim na casa do Malmsteen!Hehe